No início era o medo, a dor, a raiva, um grito de desespero sem fim à vista... perdera a âncora do meu sossego e sentia-me à deriva num oceano agitado por ondas de emoção tão fortes e contrárias que o meu ser procurava na sombra um refúgio para a vertigem de sobreviver !
Forçada a mergulhar no campo dos que vão ficando, sem outra saída senão a de resistir, seguir em frente era o único caminho possível para escapar à dor da rejeição e abraçar incondicionalmente a solidão em que sempre vivi.
A ovelha mais negra de um rebanho selvagem... assim fui, assim sou e assim serei. Hoje, amputada no meu sentir, esforço-me por alcançar o equilíbrio de que preciso para continuar até que um dia, ou uma noite, a luz se apague e a outra viagem comece !
Até lá vou passeando por aqui, neste inferno terreno que nos consome a existência e adormece a alma... que nem sonâmbulos duma outra realidade paralela !
Aucun commentaire:
Enregistrer un commentaire