O sol está de volta...
A sua luz abre sorrisos e o seu calor dá vida às cores que nos prometem a alegria dos poucos sonhos de que ainda não desistimos. Depois dos sessenta são pequenos sonhos, mas que nos pedem a coragem de os assumirmos, sem receio do olhar alheio. Sobretudo do olhar daqueles, que apesar de mais próximos, se revelam tão distantes...
Juízes, sem piedade nem empatia, criados e alimentados pela fragilidade de quem não soube esconder a sua tão baixa auto-estima !
Não sei bem a que momento do caminho me perdi de mim, mas ainda me lembro da pessoa impulsiva e determinada que fui... o importante era seguir o meu coração e viver o que sentia.
E eu vivi intensamente tudo o que senti e percorri oceanos de emoções, sem peias nem hesitações, até encontrar o meu cais e parar de navegar ! Mas ter mudado por duas vezes de embarcação ajudou a que mais tarde me sentisse acusada e logo de seguida culpada. Culpada de ter lutado, com amor e pelo amor, contra os moinhos de vento de velhos preconceitos ! Culpada de ter escolhido a minha verdade e não a dos outros !
Hoje há que ousar continuar o caminho, o meu caminho, mas desta vez em terra firme até reencontrar o meu bosque secreto, voltar às minhas raízes e finalmente parar para contemplar a vida ao meu redor !
Não preciso de muito... apenas do verde musgo do meu jardim de algas, onde tantas vezes reconheci o teu olhar, do vermelho sangue da nossa paixão, num ramo de cravos e do azul imenso desse mar que tão bem espelha o céu que nos envolve e o Porto da tua paixão !
Ser feliz sem ti, ainda me parece missão impossível . Mas não vou desistir, por ti, por mim e pelos nossos sonhos, hei-de um dia conseguir !
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