Digo a mim mesma que no fundo apenas tenho que aceitar a solidão como um factor constante, real e presente até ao final dos meus dias. Chega a parecer simples... mas esta é talvez a encruzilhada mais dura de enfrentar de toda a minha vida !
Sabemos ambos que não querias partir, mas a vida levou-te e com ela levou também a companhia das minhas filhas, que hoje me evitam como quem se abriga da chuva. A minha presença incomoda !
O que pensava ter construído em granito e cimento esboroou-se que nem um castelo de areia... mal retenho alguns grãos por entre os dedos !
Queria parar de resistir, aceitar e encontrar a paz de que tanto preciso para poder continuar sem este peso no peito e este sufoco na alma.
Parece pouco mas é tanto, é demasiado... como posso eu arrancar do peito quem trouxe no ventre ?! Como posso eu não querer saber do seu bem ou mal-estar ?! Como posso eu manter-me distante e fria de quem me trouxe calor e esperança em momentos de escuridão ?!
Quisera aceitar, mas certa do seu regresso, nem que fosse no meu último segundo, no meu último sopro... e sentir amor e perdão nos seus olhos !
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